Viajar é uma experiência única, incomparável e especial. Cada partida abre possibilidade para novas descobertas, paisagens, gostos, sabores, aromas e uma infinidade de outras sensações. Vivências essenciais para todas as pessoas. 

No entanto, quando se trata de uma viagem para pessoas com mobilidade reduzida (seja um cadeirante, um idoso, um bebê ainda em fase de utilização de carrinho; ou apenas um aventureiro de perna quebrada), o que precede esse momento mágico é uma boa dose de preocupação e bastante cuidado no desenvolvimento do roteiro.

Se esse é o seu caso, e você ainda não sabe por onde começar, este post é para você. Vamos ajudá-lo a escolher o destino certo, desde a hospedagem até os passeios. Inclusive com informações bastante úteis sobre o programa de acessibilidade do governo brasileiro e a importância de se conhecer a legislação acerca dos direitos das pessoas com deficiência.

Porém, antes, vamos lembrar por que viajar faz tão bem para o corpo e a alma. Vem com a gente!

Verdadeira terapia

Sabe aquela vontade de fazer as malas e pegar o primeiro voo que encontrar? Então, todo mundo já sentiu isso pelo menos uma vez na vida. E você entende por quê? Porque viajar faz bem, muito, muito bem.

Afinal, o turismo promove o contato com novas pessoas, culturas e ecossistemas, estimula o desempenho cerebral, proporciona um tempo ao lado dos que amamos e longe da rotina e compromissos diários, aguça os sentidos, cria memórias, fortalece laços, colabora na valorização da vida e proporciona diversão e relaxamento — para citar apenas alguns benefícios.

É justamente pelos impactos que causam na vida das pessoas que o turismo se tornou uma pauta governamental. Com a implantação de programas de fomento e de defesa dos direitos dos cidadãos.

Entre eles está o Programa de Acessibilidade do governo brasileiro, que tem como objetivo assegurar a todo cidadão o direito à acessibilidade em destinos turísticos, como mostraremos a seguir.

Direito de todos

Criando pelo governo federal em 2013, em decorrência da aproximação da realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o Programa Turismo Acessível tem como premissa o fato de que a acessibilidade é um direito de todos, indiscriminadamente.

Entre as ações realizadas por meio do programa estão estudos e levantamentos de dados para identificar as demandas e necessidades das pessoas com mobilidade reduzida, a produção de materiais informativos e de formação de anfitriões e profissionais do setor, bem como o desenvolvimento de incentivos para a ampliação dos estabelecimentos adaptações às necessidades desse público.

Além disso, com a nova lei brasileira de inclusão, redes hoteleiras precisam, entre outras exigências, garantir que pelo menos 10% de seus quartos sejam acessíveis. O decreto nº 9.296/2018 descreve os recursos necessários para os estabelecimentos suprirem totalmente as necessidades das pessoas com mobilidade reduzida e outros tipos de deficiência.

Porém, é claro que toda essa mudança leva tempo para ocorrer. Por isso é tão importante escolher bem o destino para uma viagem para cadeirante. Não adianta ser um roteiro paradisíaco, se só puder ser visto da janela do quarto, uma boa viagem precisa ser vivida.

Como sabemos, para tirar o maior proveito da sua viagem é preciso, afinal, de certo esforço de planejamento e organização. Isso vale para qualquer pessoa e qualquer roteiro. No entanto, se você ou seu acompanhante tiverem dificuldades de mobilidade, esse cuidado deve ser redobrado. Mas não se preocupe, vamos apresentar todas as dicas para montar uma viagem para cadeirantes sem sustos ou surpresas desagradáveis. Vamos lá!

Acessibilidade para todos

Só quem tem mobilidade reduzida, ou quem convive muito de perto com pessoas nessa condição, sabe como uma simples ida ao mercado pode se tornar uma dor de cabeça. Afinal, a ausência de uma rampa ou elevador pode ser um tormento para um idoso, uma mãe com um bebê no carrinho ou um cadeirante. Agora, imagine toda essa dificuldade em uma viagem.

Isso porque não é apenas uma questão de ter ou não elevadores, rampas e acessos (que são fundamentais), mas de toda a estrutura exigida. Desde o transporte até a largura das portas, os espaços entre as mesas de uma lanchonete, entre o assento sanitário e a pia etc. Obstáculos incontáveis e ao mesmo tempo quase imperceptíveis para os que não estão na mesma posição. 

Felizmente, dia após dia, o mercado tem se adaptado às necessidades desse grupo e oferecendo mais e melhores serviços. Contudo, você sabe como o que deve procurar para tornar sua viagem fantástica, como encontrar o melhor destino e os parceiros ideais nessa aventura. 

Planejamento

Após uma pesquisa prévia de destinos e estabelecimentos, coloque tudo em uma planilha. Inclusive, com uma coluna específica sobre acessibilidade, telefone e contato. Após visitar o endereço eletrônico de cada prestador, faça contato telefônico, explique sua condição motora e suas necessidades específicas. Se possível, solicite a confirmação do acordado por e-mail.

A partir daí, faça as reservas com a maior antecedência possível. Assim, se forem necessárias adaptações especiais, o prestador terá tempo hábil para realizá-las. Ou seja, pelo menos de 3 a 6 meses antes da data da viagem.

Em relação ao transporte, evite conectar voos, pois o fluxo direto pode economizar tempo e complicações desnecessárias. A única exceção é se você tiver dificuldades em acessar os banheiros das aeronaves, de modo que voos com escalas podem ser mais adequados. Nesse caso, esteja atento aos horários da conexão, de modo a assegurar que não haverá dificuldades para embarcar no voo seguinte.

Também é importante se assegurar de que, ao chegar ao seu destino, o transfer esteja o esperando no aeroporto. Além de evitar surpresas desagradáveis, você garante ter um veículo com as condições necessárias para acomodar você, seus acompanhantes, bagagem e a cadeira.

Por fim, não se esqueça de levar peças de reposição e ferramentas. Cadeiras de rodas podem sofrer grande impacto em uma viagem. Por isso, certifique-se de que você e seus companheiros saibam como fazer pequenos reparos.

Uma opção inesquecível

Agora, se você quiser fazer uma viagem inesquecível, para um lugar que respeita o direito à acessibilidade de todos e é simplesmente fantástico, dessas viagens que curam até os males da alma, você precisa conhecer Bonito, no Mato Grosso do Sul. Conhecido como o melhor destino de ecoturismo no Brasil, berço de uma natureza inebriante, Bonito é acessível a todos.

Com calçadas largas e guias rebaixadas, a mobilidade urbana de Bonito oferece a cadeirantes uma facilidade rara no Brasil. O que de certa forma promove a maior conscientização dos comerciantes, seja no setor gastronômico ou hoteleiro, que também buscam oferecer maior acessibilidade ao turista. 

Se quiser saber mais sobre as opções, nossa equipe tem consultores especializados para ajudar você a montar o roteiro ideal para você e sua família. Bonito também tem um bom número de atrativos acessíveis para o turismo adaptado, como o Abismo Anhumas, o Aquário Municipal e o Projeto Jiboia.

No entanto, sem dúvida, o atrativo mais preparado para receber cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida é Complexo de Ecoturismo Nascente Azul.

Na Nascente Azul, o cuidado com a acessibilidade está presente em cada cantinho do Complexo. Isso porque a estrutura da Nascente Azul contempla desde balcões rebaixados (que propicia mais conforto a crianças, idosos e cadeirantes), até carros de apoio com acesso adaptado. Passando claro, pela existência de rampas de acesso, decks adaptados para acesso às áreas de banho, trilhas acessíveis com piso tátil, corrimão e acesso para cadeira de rodas. 

No passeio de trilha e flutuação, por exemplo, o turista inicia o percurso por uma trilha de 300 metros, completamente acessível para pessoas com dificuldade de locomoção, crianças e idosos.

Nesse trajeto, o visitante entra na floresta podendo desfrutar de uma bela paisagem contemplativa e dos primeiros contatos com a fauna e flora local. Já para prática da flutuação, a Nascente Azul adquiriu, recentemente, uma cadeira flutuante, que proporciona uma experiência incrível para cadeirantes. Além disso, o retorno ao receptivo do complexo pode ser feito pelo carro de apoio.

Com toda essa estrutura, esse atrativo já seria o suficiente para valer a visita ao complexo. Porém, o complexo conta ainda com um belíssimo balneário, com praia para banho, piscina ecológica, gazebos com espreguiçadeiras, espaço ecumênico, redário, restaurante, bar e vestiários. Tudo com acessibilidade para todas as pessoas.

Por fim, vale destacar que a Nascente Azul oferece ainda opções de atrativos de aventura como o Aqualokko e a tirolesa aquática, que podem ser utilizados em diferentes níveis de aventura dependendo da capacidade física de cada turista. Tudo, é claro, com o maior com a segurança dos turistas e do meio ambiente. 

Ou seja, Bonito e a Nascente Azul reúnem todas as condições necessárias para proporcionar uma viagem fantástica para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Se você gostou do nosso artigo sobre viagem para cadeirante, que tal conhecer dicas sobre o melhor destino para sua próxima viagem? Converse com nossos consultores e procure ler a avaliação de outros viajantes.