O turismo é uma atividade econômica fundamental para muitas regiões. Além de gerarem empregos e renda, as operações do setor fortalecem empreendedores locais e valorizam a cultura e as tradições da comunidade. No entanto, existem muitos casos em que os impactos ambientais do turismo não são positivos.

Exemplos de ações que causam danos à natureza não faltam. Basta observar algumas praias brasileiras saturadas de turistas, que deixam todo o tipo de resíduos em áreas públicas e contaminam o mar. Ou, ainda, casos de grandes complexos turísticos construídos em áreas desmatadas. Nessas localidades, a devastação também atinge a fauna.

Por essa razão, é importante valorizar empreendimentos que atuam de forma social e ambientalmente correta. Além disso, é fundamental entender que a conscientização também é responsabilidade dos visitantes.

Acompanhe nosso post para saber mais sobre esse problema e descobrir como você também pode contribuir para a preservação ambiental!

Entenda os impactos ambientais do turismo

Além de problemas que a grande maioria das pessoas consegue identificar facilmente, como a poluição das águas em decorrência do excesso de visitantes ou a carência de programas de conscientização voltados à população, os impactos negativos do turismo vão muito além.

Por exemplo, sabe aquela lembrancinha de viagem feita com recifes de corais? Eles são elementos importantes para o equilíbrio da vida marinha, e sua retirada pode trazer grandes prejuízos. E os zoológicos com espécies exóticas, aprisionadas e retiradas de seu hábitat natural? Ou as visitas guiadas a comunidades isoladas, onde é possível comprar todo tipo de souvenir?

Como é possível perceber, nem sempre os prejuízos são óbvios, mas a exploração turística irresponsável traz enormes danos aos recursos naturais e à comunidade local. Confira alguns reflexos da falta de conscientização ambiental:

  • desmatamento de áreas com vegetação nativa para construção de hotéis e outros complexos de lazer;
  • infraestrutura precária de saneamento básico, que contribui para a poluição das águas e do lençol freático, levando a contaminação a atingir áreas ainda maiores;
  • carência de sistemas organizados de coleta seletiva, que faz com que diversos resíduos, como canudos, garrafas e copos plásticos, sejam descartados de forma irresponsável na natureza;
  • construção de represas e tanques destinados à piscicultura, que interferem no curso natural dos rios e levam à pesca irresponsável;
  • falta de valorização da cultura, gastronomia e artesanato regionais;
  • descaracterização e desvalorização de comunidades locais.

Todas essas questões causam a degradação dos recursos naturais e comprometem o ecossistema e a biodiversidade locais. Por essa razão, é fundamental que tanto os visitantes quanto os empreendedores que atuam no setor de turismo entendam a dimensão dos problemas e busquem alternativas de preservação.

Afinal, para que as gerações futuras possam conhecer regiões preservadas e culturas tradicionais, o turismo deve passar a ser praticado de maneira mais consciente. E vale destacar: esse tipo de problema não acontece apenas no Brasil.

Em muitas localidades, especialmente em países emergentes, o turismo devastou regiões inteiras e prejudicou suas economias de forma significativa. Um exemplo disso é a praia de Maya Bay, uma das mais famosas da Tailândia, que teve o acesso proibido em 2018, para recuperação ambiental. Boracay, nas Filipinas, passa pela mesma situação.

impactos-ambientais-do-turismoSaiba que o impacto também pode ser positivo

Apesar dos exemplos de locais devastados pela ação humana, existe outro viés do turismo, mais sustentável, que promove exatamente o contrário. O ecoturismo é uma tendência crescente em diversas regiões, com impactos bastante positivos para as comunidades locais e o meio ambiente.

Esse conceito prevê a valorização dos recursos naturais, a conscientização tanto da população nativa quanto dos visitantes e o compromisso com a preservação. No Brasil e no mundo, o ecoturismo contribui para o desenvolvimento regional sem agredir o ambiente e com o fortalecimento de economias e culturas locais.

Um dos principais exemplos dessa prática, no Brasil, fica em Bonito, no Mato Grosso do Sul. A região, que conta com rios de águas cristalinas, vegetação nativa, populações ribeirinhas e algumas espécies únicas da fauna aquática e terrestre, vem sendo alvo de importantes investimentos para preservação ambiental.

O projeto da Nascente Azul ilustra essa prática. O empreendimento, construído em uma área que estava degradada por exploração agropecuária, hoje recebe turistas de todo o mundo sem que sua biodiversidade seja afetada. Mas, para isso, o local vem sendo recuperado e mantido pelos novos gestores desde 2008, com o apoio de uma equipe multidisciplinar.

Dentre as ações desenvolvidas pelo projeto, foi feito o reflorestamento da mata nativa, além da recuperação do solo e do curso do rio, antes desviado por práticas inadequadas de manejo agrícola. Além disso, a Nascente Azul conta com grande preocupação social, valorizando a economia e cultura locais e preparando os turistas para agirem com maior responsabilidade e consciência ambiental.

O resultado desse trabalho, sem dúvida, faz da região um dos principais polos do ecoturismo nacional. Aliás, a cidade de Bonito conquistou, em 2018, o título de melhor destino de ecoturismo do país, concedido pela revista Viagem e Turismo, da editora Abril, pela 15ª vez.

Descubra como deixar sua pegada positiva nos lugares visitados

Agora que você já compreendeu como a ação humana e a exploração turística podem causar graves danos ao ambiente, às comunidades regionais e aos recursos naturais, confira algumas atitudes que farão toda a diferença em suas próximas viagens:

  • nunca deixe seus resíduos no local visitado. Itens descartáveis, como latas, garrafas plásticas e outras embalagens, devem ser encaminhados para reciclagem, em pontos adequados para destinação;
  • ao visitar ambientes preservados, como cavernas e grutas, não retire estalactites e estalagmites, nem (muito menos) registre sua passagem com pinturas ou rasuras em rochas;
  • o mesmo vale para árvores e outros elementos naturais. Sua passagem pode ser registrada de maneira mais interessante, por meio de fotos e pela pegada ambiental positiva;
  • caça e pesca em locais proibidos são atividades ilegais. Informe-se antes de comprar qualquer passeio turístico que envolva essas ações em locais protegidos;
  • não alimente animais silvestres com produtos industrializados ou outros que não fazem parte de seus hábitos, pois isso pode provocar danos à sua saúde e até contribuir para a extinção de algumas espécies raras;
  • não utilize sabonetes ou detergentes em rios ou cachoeiras;
  • sempre que possível, valorize a cultura do lugar visitado. Adquira produtos fabricados por artesãos regionais, procure conhecer a culinária local e a história da comunidade;
  • ao procurar uma opção de hospedagem, verifique se a empresa realmente pratica o ecoturismo e se se preocupa com a preservação dos recursos naturais e da cultura local.

Lugares que têm uma política de preservação ambiental bem definida são fáceis de ser identificados. Normalmente, tais empresas empregam mão de obra local, controlam a quantidade de visitantes na alta temporada e adotam ações para conscientização. Nesses empreendimentos, os impactos ambientais do turismo são positivos e levam ao desenvolvimento regional, sem agressão ao meio ambiente.

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